A ideia de processo aberto dá o tom da 11ª Bienal de Arquitetura de São Paulo

O arquiteto Marcelo L. Rosa fala sobre a mostra

Marscos L. Rosa, ao centro, integra o núcleo de conteúdo da Bienal ao lado de Bruna Montouri e André Goldman | <i>Crédito: Foto: Divulgação
Marscos L. Rosa, ao centro, integra o núcleo de conteúdo da Bienal ao lado de Bruna Montouri e André Goldman | Crédito: Foto: Divulgação
Realizada pelo Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB São Paulo), a mostra tem Marcos L. Rosa na direção de conteúdo, com assistência de Bruna Montuori e André Goldman. Nesta entrevista, eles adiantam como será esta edição ao longo de 2017. 

Como se dará a proposta? 
A Bienal se colocará como plataforma aberta durante os meses que antecedem a exposição, no segundo semestre. Há um módulo estruturador e um módulo expositivo, ideia que nasceu do anseio de discutir o papel e o alcance do projeto na construção da cidade. Organizaremos seminários, oficinas e um editorial a fim de debater, agir e documentar. Na prática, esses módulos já vêm sendo realizados por meio de um observatório e um estúdio colaborativo permanentes. O objetivo é identificar experiências existentes, promover discussões, gerar conhecimento e disponibilizá-lo como legado para a cidade. 

Que legado seria esse? 
A intenção é lançar luz a bases com potencial de impacto sobre a metrópole no futuro. Trata-se de dar visibilidade a ferramentas que catalisem processos colaborativos no espaço urbano. Por meio de chamadas abertas, convocaremos a sociedade a contribuir. Os resultados esperados incluem manuais, mapeamentos, ações experimentais, ensaios fotográficos, rascunhos de lei, manifestos, projetos, protótipos etc. Com base nesses formatos, queremos desdobrar ações expositivas, levando intervenções a toda a cidade para aproximar a arquitetura de um público ampliado.

23/02/2017 - 19:00

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