Quintal separa área íntima da casa do pavilhão social e local de trabalho

Esquema em blocos definiu a reforma que transformou morada de artista plástico

Por Deborah Apsan (visual) e Silvia Gomez (texto)

Do primeiro bloco, que termina na cozinha, enxerga-se um dos quartos, no outro volume. | <i>Crédito: Foto: André Scarpa
Do primeiro bloco, que termina na cozinha, enxerga-se um dos quartos, no outro volume. | Crédito: Foto: André Scarpa
Da casinha antiga no bairro paulistano, não sobrou quase nada, apenas a silhueta do antigo telhado de duas águas, reproduzida pela estrutura metálica combinada às telhas do tipo sanduíche, do mesmo material. A forma aparentemente convencional, no entanto, acolhe um modo de habitar contemporâneo, ao qual serviu o projeto do escritório Nitsche Arquitetos, que tem o morador, o artista plástico João Nitsche, como um dos integrantes. “Trabalhar e viver no mesmo lugar é muito bom, mas acho necessário um respiro entre as coisas”, afirma. 

Assim surgiu o programa dividido em dois pavilhões. O bloco reservado aos quartos (50 m²), nos fundos, é separado do principal (87 m²) por um quintal. “Com aspecto de galpão, sem divisórias, o espaço social serve de sala, pista de skate e estúdio fotográfico. Também funciona como o ateliê de doces da Kasia, minha esposa, o BeZa.”

Com garagem à frente, a primeira construção volta-se para a rua. O ambiente todo integrado tem piso único, de placas de cimento feitas na obra. Na estrutura, seis tesouras metálicas apoiam o telhado de duas águas, formado por telhas de alumínio do tipo sanduíche (Perfilor). “É uma cobertura de fácil execução, pouca manutenção e termicamente eficiente”, avalia João. (Foto: André Scarpa)

Coberto com manta geotêxtil e pedriscos, o quintal divide as duas construções. “A obra na parede preta é um dos muitos experimentos que fazemos pela casa”, conta João. O corpo dos quartos tem paredes de alvenaria, laje pré-moldada e piso cimentado. Os fechamentos são caixilhos de alumínio montados em trilhos de correr, com venezianas. (Foto: André Scarpa)

Do primeiro bloco, que termina na cozinha, enxerga-se um dos quartos, no outro volume. No ponto mais alto, o pé-direito chega a 4,30 m. Os fechamentos do piso ao teto são de policarbonato translúcido, garantia de claridade natural. (Foto: André Scarpa)

Dispostos ao longo das paredes, os armários liberam a área central do galpão para a circulação. (Foto: André Scarpa)

09/01/2017 - 17:15

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