Edifício comercial combina pedras brutas com vidros transparentes

Sem seguir cânones, o quarteto que comandou o projeto conquistou o mundo

Por Carolina Diniz (Reportagem visual) | Helena Tarozzo (texto)

O escritório paulistano Triptyque nunca se repete ao experimentar diferentes formas de ousadia | <i>Crédito: Pedro Kok
O escritório paulistano Triptyque nunca se repete ao experimentar diferentes formas de ousadia | Crédito: Pedro Kok
Vanguarda com um toque de bossa. Essa é uma das definições cabíveis do trabalho do grupo franco-brasileiro Triptyque, responsável por inovadores projetos de arquitetura dentro e fora do Brasil. Autor de um bom número de prédios, lojas e casas, o conjunto formado por Carolina Bueno, Guillaume Sibaud, Greg Bousquet e Olivier Raffaelli deixa sua marca contemporânea por onde passa desde 2000.

No Groenlândia (abaixo), edifício comercial em São Paulo instalado onde antes funcionava uma residência, a palavra-chave é contraposição. “Refletimos sobre os materiais, pensando em oposições e paradoxos na hora de combinar pedras brutas com vidros transparentes”, diz Carolina. O resultado? Uma construção que parece desafiar as leis da gravidade.



1. Suspensa sobre a faixa de vidro, a laje de concreto protendida parece flutuar. Internamente, porém, dois pilares se encarregam da sustentação.

2.
Fino e discreto, o portão de ferro e fios de aço condiz com o minimalismo do edifício.

3. As chapas de mármore (2,60 x 1,60 m) foram colocadas como numa fachada ventilada: presas na estrutura metálica fixada nas paredes externas.

4.
Como fica no alto, o vidro reforça a leveza visual do projeto. As folhas de 1,07 x 2,20 m ganharam uma película de segurança, que oferece proteção extra contra quebra e estilhaços.

5. Para a garagem, elegeu-se o piso de concreto vazado entremeado de grama, que permite a drenagem da água da chuva.

 

03/01/2017 - 13:30

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