Casa tem piscina com jardim vertical e lazer na cobertura

Embora a fachada tenha sido pouco alterada, esta casa paulistana mudou demais internamente. Uma reforma minuciosa fez do interior e do jardim um só espaço, enquanto no topo surgiu um novo andar, todo dedicado ao lazer

Texto Amanda Sequin | Produção Deborah Apsan

Após um reforço metálico, a laje agora acomoda uma área de lazer com cozinha e churrasqueira estruturada em MLC (madeira laminada colada, da Carpinteria). O piso leva ipê de reflorestamento. Um banco de concreto armado faz o peitoril lateral e, acompanhado de espreguiçadeiras, convida a observar a paisagem. | <i>Crédito: Foto: Martín Gurfein
Após um reforço metálico, a laje agora acomoda uma área de lazer com cozinha e churrasqueira estruturada em MLC (madeira laminada colada, da Carpinteria). O piso leva ipê de reflorestamento. Um banco de concreto armado faz o peitoril lateral e, acompanhado de espreguiçadeiras, convida a observar a paisagem. | Crédito: Foto: Martín Gurfein
Nem parece que estamos tão próximos de um dos maiores centros financeiros e comerciais de São Paulo. Ao passar pela porta de entrada desta casa, no bairro Jardim Paulistano, a atmosfera é outra. Logo se nota um eixo que começa no pátio cercado de plantas, incide num espelho-d’água e atravessa as salas de estar e de jantar até chegar aos fundos, onde um vistoso jardim vertical emoldura a piscina. Tal cenário tranquilo e sem barreiras só foi possível após uma reforma que, no início, os arquitetos Fábio Storrer e Veridiana Tamburus não julgaram trabalhosa. Afinal, embora antigo, o sobrado havia sido reparado recentemente pelo proprietário anterior. Bastaria, então, readequar a parte interna aos desejos do jovem casal de empresários. “Apenas um dormitório em vez dos três existentes seria suficiente. Por outro lado, eles são triatletas e queriam espaço para treinar. Decidimos montar uma academia em um dos quartos”, conta Veridiana. A dupla também fez um pedido especial, que guiou o programa por completo – a casa deveria transmitir uma sensação de liberdade, permanecendo aberta a maior parte do tempo. 

Tudo definido, chegou a hora de pôr a mão na massa. Mas, quando começaram a sair as primeiras camadas de forro, veio a surpresa ruim: “Percebemos que havia vigas emendadas sem pilar embaixo, um perigo para a sustentação”, relata a arquiteta. Isso significou que, primeiramente, seria necessário reforçar mais uma vez a estrutura. Esse imprevisto tomou boa parte dos oito meses de quebra-quebra, mas, no fim das contas, viabilizou alterações mais precisas. “Fizemos fundação do tipo sapata e, como o pé-direito era baixo, inserimos quatro vigas metálicas delgadas para abrir o vão da sala. Desta forma, conseguimos correr as portas completamente, integrando exterior e interior da melhor forma possível”, conta Fábio, orgulhoso do novo térreo.

O conforto não parou por aí. Após mais uma dose de reforços estruturais, ergueu-se um terceiro pavimento no projeto que, originalmente, contava apenas com dois. “Ganhamos 162 m² numa área que a maioria das casas desperdiça”, ressalta Fábio. Todo revestido de madeira de reflorestamento, o solário conta com churrasqueira sombreada, chuveirão, um pequeno lavabo e uma porção de sofás modulares para juntar e apreciar, quando der vontade, a vista livre de prédios ao redor. Dali, o vaivém dos executivos e o trânsito caótico da metrópole se apequenam ao longe e o tempo, certamente, passa mais devagar.

14/04/2016 - 19:30

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