O mundo sem Zaha Hadid

A arquitetura perde um de seus maiores expoentes de todos os tempos, Zaha Hadid

Texto Silvia Gomez

Zaha Hadid: dama da audácia | <i>Crédito: Foto: Brigitte Lacombe
Zaha Hadid: dama da audácia | Crédito: Foto: Brigitte Lacombe
“Com enorme tristeza, confirmamos que a grande dama Zaha Hadid faleceu repentinamente em Miami nas primeiras horas da manhã de hoje”, dizia, neste 31 de março de 2016, o comunicado oficial publicado no site do escritório Zaha Hadid Architects. Nascida em 1950, no Iraque, e radicada em Londres, a arquiteta Zaha Hadid estava internada num hospital da cidade para tratar de bronquite quando sofreu um ataque cardíaco.  

Vida e carreira
Prolífica, Zaha foi a primeira mulher a receber o Pritzker, o maior prêmio da profissão, concedido em 2004. Começou sua jornada em Londres, em 1972, onde chegou a trabalhar no escritório de Rem Koolhaas. Em 1979, estabeleceu seu próprio estúdio, ganhando reputação com obras ao redor do mundo, reconhecidas pelo traço próprio e cheio de audácia, marcante em construções como a Opera House de Guangzhou e o Centro Aquático dos Jogos Olímpicos de Londres. Zaha também deu aulas em universidades importantes como a de Harvard, Columbia e Yale. Para além da arquitetura, sua atuação abriu caminho para as mulheres, ainda em minoria nos postos de destaque e liderança na área. Em 2013, ao agradecer ao troféu Veuve Clicquot Business Woman Award, em Londres, um dos muitos reconhecimentos que recebeu, ela discursou: “A arquitetura não é mais um mundo de homens. Essa ideia de que as mulheres não podem pensar de forma tridimensional é ridícula”.

31/03/2016 - 19:16

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